segunda-feira, 10 de junho de 2013

Internet e Redes Sociais: Ludmila Maguni, activista Moçambicana

Ludmila Manguni
Facebook, Twitter, Whatsapp e tantas outras redes sociais online tornaram-se grandes centros de sociabilidade. Através de um telemóvel, computador, tablet, as pessoas conectam-se umas as outras partilhando uma diversidade de informação. Em Moçambique, embora o número de pessoas com acesso a internet seja baixo (4,3% dos 23 milhões de habitantes) esses números tendem cada vez mais a aumentar e a alta velocidade. E a alta velocidade surgem também  activistas moçambicanos que, através destas ferramentas contam ao mundo a sua realidade local assim como partilham com o local aquilo que acontece no mundo.

Uma das activistas  mais influentes de Moçambique é Ludmila Maguni. No twitter é mais conhecida por @_Mwaa_. É natural de Maputo, mas se identifica como cosmopolita, em outras palavras, cidadã do mundo. Conforme descreve no seu perfil “1º Moçambicana, 2º Africana e 3º  Cidadã do Mundo”. As suas publicações são feitas em português e inglês.

Tal como acontece com grande parte dos moçambicanos com acesso a internet, Ludmila usa a internet para se informar, socializar e entreter-se. A era em que vivenciamos é conhecida como a era da informação, e informação é sinónimo de poder. Com o surgimento da Internet, muitos cidadãos viram este como um espaço ideal para exercerem a sua cidadania e se expressarem livremente, sem censura. Os  websites, os blogs e as redes sociais, permitem aos cidadão usufruirem de ferramentas fora do controlo dos seus governos. Para Ludmila:

"Quando falamos de redes sociais, a primeira coisa que nos vem à cabeça são as redes sociais que usamos no dia a dia pela Internet, mas penso que não nos podemos esquecer que naturalmente os seres humanos sempre se organizaram em grupos, e as redes sociais sempre existiram. E penso que é por isso que as redes sociais electrónicas tem tanto sucesso hoje em dia, porque naturalmente sentimos vontade de nos comunicar uns com os outros, de partilhar informação, etc."

No que diz respeito ao nosso país, onde o acesso a internet ainda é limitado devido a falta de recursos para adquirir os dispositivos que possibilitam a esse acesso por parte da maioria da população, Ludmila tem uma opinião acerca da maneira como os moçambicanos usam a internet:

“Os Moçambicanos estão a usar esta plataforma para expressarem os seus sentimentos (bons ou maus) sobre o nosso pais, sobre o que está acontecendo na vida politica do país e no dia-a-dia. Todos nós como cidadãos temos uma palavra a dizer sobre o que quer que seja, penso que com a capa das redes sociais muitos ganham coragem e conseguem realmente dizer o que lhes vai na alma”.
Mais do que uma ferramenta para partilhar informações, socializar ou entreter-se, as redes sociais constituem um campo para o fortalecimento da democracia. Daí o grande desejo da Ludmila:

"Conheço alguns países em que através do twitter, facebook, blogs, os governos usam estes instrumentos para estarem mais próximos do cidadão, gostaria que em Moçambique também fosse assim".


Tomás Queface

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